Convocar a paz para se instalar no peito


Quando a quarentena começou, eu sabia que seria uma jornada, mas não como seria. Hoje, me vejo como um barco no mar sem saber quando haverá porto pra desembarcar em terra, tendo que lidar com os acontecimentos do presente e tentando trazer leveza, quando dá. Um bolo no meio da tarde, um chimarrão e um livro no final do dia. Olhar as mudanças da natureza pelas janelas de casa é o que tem me trazido mais paz. Levantar os olhos das telas brilhantes, no qual ficamos tanto tempo focados, e visualizar a beleza do mundo lá fora: distante do contato, mas próximo ao olhar, convocando a paz para se instalar no peito.

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